Força Verde de Guaraqueçaba aborda 12 embarcações e apreende um balão de mais de 10 metros

  • 28/07/2022
  • 1 Comentário(s)

Força Verde de Guaraqueçaba aborda 12 embarcações e apreende um balão de mais de 10 metros

Neste domingo (24) policiais do 9ºBPM-PR da Força Verde de Guaraqueçaba, resgataram um balão com mais de 10 metros de comprimento, além do balão produzido com papel de seda, foi ainda resgatada a estrutura de suporte de uma bandeira com cerca de 10 metros de largura. A estrutura principal do balão, conhecida como "aranha" que é feita com ferro soldado e vela consigo estopa e parafina que mantém a chama do balão acesa, não foram localizadas. Presume-se que devido ao peso da estrutura a mesma tenha submergido rapidamente.

A ocorrência e demais abordagens

A equipe da Policia Ambiental de Guaraqueçaba estava em embarcação oficial em cumprimento a Ordem de Serviço Nº 045/ 2022, cujo o objetivo era realizar atividades de polícia preventiva e repressiva contra crimes ambientais, especialmente com o intuito de coibir a pesca irregular, o corte de Palmito Jussara (Euterpe Edulis) e caça de animais dentro do Município.

Durante o patrulhamento aquático na Baía dos Pinheiros , e rios próximos a Ilha de Superagui, Tibicanga, Ilha dos Papagaios, Ilha do Bertioga e Vila do Sebui, sendo patrulhado os rios pertencentes ao Parque Nacional do Superagui e a Estação Ecológica, foram abordadas 12 embarcações e 17 pescadores.

Avistamento apreensão e destruição do Balão

Durante o patrulhamento realizado próximo a Ilha da Chica, em frente a Ilha Rasa, a equipe de policiais avistou o balão caído na água, parte estava submersa e outra parte teve que ser fracionada para caber na embarcação. Após a apreensão o balão foi encaminhado para o posto da Policia Militar Ambiental de Guaraqueçaba no bairro Costão onde foi foi destruído conforme o Termo de Destruição  da Lei de Crimes Ambientais Nº 9.605, DE 1998, em seu artigo 42, que descreve como crime ambiental as condutas de fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios na florestas e demais formas de vegetação, em área urbana  com pena de detenção de uma tres anos e multa ou ambas as penas comutativas.

A equipe de Jornalismo da Rádio TV Guará esteve na sede da Policia Ambiental de Guaraqueçaba onde pode observar a os destroços do  balão, significativamente grande. Policiais de plantão informaram que ao chegar com o material apreendido as crianças da vila imediatamente começaram a pegar pedaços de seda para construir pipas, outros levaram partes da estrutura de madeira que dava suporte a bandeira. Os oficiais alertaram sobre os perigos desta prática, segundo eles o balão veio de outra cidade e por sorte caiu na água, se tivesse caído em uma região montanhosa seria um grande dano para a fauna e flora nativa e se caísse em uma área como o morro do Quitumbê o incêndio poderia se alastrar até as casas ali construídas.

Entrevista com um Ex-Baloeiro

A equipe da Rádio Tv Guará conversou também com um ex-baloeiro que liderava um grupo com sede em Curitiba nos anos 80 e 90, ele explica que um balão como este com aproximadamente 7 folhas (15 metros) mais a bandeira que deve ter o dobro do tamanho leva meses para ser produzido e que após confeccionado é levado a um campo aberto ou campo de futebol para que seja enchido com ar quente, o que geralmente é feito com maçaricos.

Após inflado é aceso um pavio longo e então um pavio curto que acende a tocha fixada na aranha, são necessários vários homens segurando o balão com cordas até que tenha força e estabilidade para subir ao ar levando todo o seu peso, o peso da aranha de ferro soldado e muitas vezes o peso de imensas baterias de fogos ou lanterninhas que são colocadas em balões noturnos.

A maior emoção do baleiro não é somente ver o espetáculo do artesanato subindo aos céus mas a emoção da captura deste mesmo balão quando começa a cair. Lembro-me das tarde de domingo onde ficávamos com olhos e binóculos voltados para o céu em busca de balões. 

Segundo o baleiro, após a chama se apagar, um balão permanece no ar por cerca de meia hora, o principal risco de incêndio é quando há alguma intercorrência com balões de fogueteiras que pendem para o lado errado ou balões noturnos que podem ter lanterninhas vazadas queimando toda a estrutura e nesse caso o balão cai em chamas. Outro ponto é que mesmo apagado em uma região de mata como Guaraqueçaba, uma simples fagulha pode se tornar o foco de um grande incêndio.

Por: Elaine Laufer

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Cátia Teresinha Preto Ferreira

29/07/2022

Balão oferece perigo sim.

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